sexta-feira, 8 de outubro de 2010




O continente Africano

Por: Antonio Cruz

Com mais de trinta milhões de quilômetros quadrados e importantes reservas de ouro, diamante e petróleo, a África poderia ser o continente mais rico do planeta. Mas a realidade africana é bem diferente. Multifacetada em inúmeros países, cujas fronteiras foram traçadas por seus ex-colonizadores, a África tem servido, desde os séculos XV e XVI, a interesses políticos e econômicos externos. A participação do continente na economia mundial é inferior a 3%, o que

reflete o baixo nível de desenvolvimento dos países que o integram.

1 INTRODUÇÃO

A África, o terceiro maior continente em extensão, ocupa uma área de 30.272.922 km². Cerca de 75% de seu território está localizado na faixa intertropical do globo, ou seja, entre o trópico de Câncer, ao norte, e o trópico de Capricórnio, ao sul. Essa característica faz com que seja o continente mais tropical do mundo, apresentando temperaturas muito elevadas.

O território africano representa cerca de 20,3% das terras emersas do planeta. É banhado ao norte pelo mar Mediterrâneo, ao sul pela junção dos oceanos Índico e Atlântico, a leste pelo mar Vermelho e o oceano Índico e a oeste pelo Atlântico.


2 RELEVO

O continente africano é um grande planalto, com altitude média de 700 metros. Em geral, as terras altas africanas chegam até perto do mar, onde formam paredões que caem para as estreitas planícies costeiras. Essa característica aparece principalmente na parte sudoeste do continente e constitui um obstáculo à penetração do interior. Os europeus sentiram essa dificuldade quando, no século XIX, desbravaram e conquistaram o interior do território.

Apesar de os grandes planaltos dominarem a África, há algumas cadeias de montanhas no continente. Entre elas, duas merecem destaque:

•Cadeia do Atlas – Localizada no noroeste africano, as elevações chegam a 4.000 metros de altura, e o ponto culminante é o monte Toubkal, com 4.166 metros.
•Cadeia do Drakensberg – Situada no extremo sul, suas montanhas alcançam cerca de 3.000 metros e o ponto mais elevado é o monte Thabana Ntlenyana, com 3.650 metros.

Existe na África um extenso e alongado vale – Grand Rift Valley – formado por fraturas (falhas) ocorridas na crosta terrestre, dando origem a muitos vulcões, como o Quilimanjaro, o Quênia e o Margherita, todos com mais de 5.000 metros de altura.


3 HIDROGRAFIA

Levando-se em conta a grande extensão territorial da África, a hidrografia é formada por poucos rios e lagos. Entre os rios africanos, o mais importante é o rio Nilo, segundo maior do mundo em extensão. Ele nasce no lago Vitória e corre para o norte, desaguando no mar Mediterrâneo.

De acordo com Moreira (2005):


O rio Nilo é conhecido como o “pai de todos os rios”, ele garante a sobrevivência de um décimo da população africana. O Egito e o Sudão, por exemplo, dependem quase inteiramente desse rio. Sua característica peculiar de nascer praticamente na parte central do continente e atravessar quase dois mil quilômetros em pleno Saara, o tornam único em sua dinâmica hidrográfica.


Em volume de água, o rio Congo é o segundo maior do mundo, superado apenas pelo rio Amazonas, com 4.22 quilômetros de extensão. O Níger, o terceiro rio africano em extensão, tem 4.160 quilômetros e na parte sul do continente destacam-se os rios Zambeze, Limpopo e Orange.

Em conseqüência do relevo, os grandes rios africanos são de planalto, por isso formam séries de cachoeiras. As cataratas de Stanley, no rio Congo são as maiores do mundo em volume de água. A hidrografia africana inclui também numerosos lagos de grande superfície, como o Vitória (segundo maior lago do mundo) com 68.100 quilômetros quadrados; o Tanganica com 32.893 quilômetros quadrados e o lago Niassa com 30.893 quilômetros quadrados.


4 CLIMA E VEGETAÇÃO

No continente africano há grande diversidade de tipos climáticos que concentram formações vegetais também variadas, como florestas tropicais, savanas, além de desertos. O continente, cujo território é cortado pela linha do equador e pelos dois trópicos, predomina os climas quentes, que são classificados em: clima tropical, equatorial, mediterrâneo e árido.


4.1 CLIMA EQUATORIAL

Esse tipo climático ocorre na parte central, com temperaturas médias acima de 25ºC. As chuvas são abundantes e bem distribuídas durante o ano. Sua vegetação é característica de regiões de clima quente e úmido, são as florestas pluviais que, na zona do equador são chamadas de florestas equatoriais. Na África central, a floresta do Congo representa bem esse tipo de formação vegetal.


4.2 CLIMA TROPICAL

Temperaturas médias entre 18ºC e 25ºC, apresenta duas estações bem definidas: verão chuvoso e inverno seco. Ocorrem no interior do continente, litorais e planaltos; variando entre tropical úmido, semi-úmido e de altitude.

A vegetação típica do clima tropical úmido são as florestas tropicais, semelhantes às equatoriais, porém menos ricas e formadas por árvores de menor porte. Nas áreas em que o clima é o tropical semi-úmido, a vegetação é formada por campos, com arbustos e árvores esparsas. São as savanas, que cobrem grandes extensões, servindo de hábitat a animais de grande porte, como elefantes, gnus, girafas e leões.


4.3 CLIMA MEDITERRÂNEO
No extremo norte da África, o clima é do tipo mediterrâneo, com duas estações bem definidas: seca no verão e chuvosa no inverno. Este clima domina basicamente a região conhecida como Magreb (Marrocos, Argélia e Tunísia), onde são cultivadas oliveiras, videiras, frutas, cereais e hortaliças.


4.4 CLIMA ÁRIDO

Nas regiões áridas africanas, devido à falta de umidade do ar, os dias são muito quentes e as noites frias. No Saara, por exemplo, é comum a temperatura ultrapassar os 40ºC durante o dia e cair a 0ºC durante a madrugada. É onde estão localizados os maiores desertos do mundo, o deserto do Saara e o deserto do Kalahari.

À medida que nos afastamos dos desertos, as chuvas tornam-se menos escassas, nessas áreas ficam os semi-desertos, faixa de transição entre o deserto e uma zona tropical. No sul do Saara, essa região é conhecida como sahel, onde a vegetação é rasteira e formada por ervas baixas, gramíneas e arbustos, são as chamadas estepes.


5 DESERTOS AFRICANOS

Cerca de um terço das terras africanas é constituído por regiões áridas, localizadas principalmente no norte – Saara – e no sudoeste do continente – Kalahari.

Situado no norte da África, o Saara estende-se do oceano Atlântico ao mar Vermelho, passando por diversos países. É o maior deserto do mundo com uma área acima de nove milhões de quilômetros quadrados.

Segundo Moreira (2005):

O Saara é um enorme depósito de areia e pedras, cujo subsolo é rico em ferro, petróleo, gás natural e fosfato. Essa riqueza favorece a exploração mineral, cuja prática está modificando bastante as paisagens do deserto. Atualmente existem muitas rodovias, refinarias e oleodutos no Saara.

Já o deserto do Kalahari, está situado no sudoeste africano e tem cerca de 600 mil quilômetros quadrados e atinge principalmente os territórios de Botsuana e da Namíbia. Seu solo é pedregoso, e o subsolo é rico em minérios como urânio, chumbo, cobre e principalmente, diamante.


6 ECONOMIA

A mineração é a principal atividade econômica africana. Além de ouro e diamante, o continente africano possui também outras riquezas em seu subsolo, como petróleo, gás natural, urânio, bauxita, cobre e manganês. Num continente que tem 66 bilhões de barris de petróleo ao sul do Saara e inúmeras jazidas de gás natural, 90% da energia utilizada provém da lenha. Apenas 30% da produção petrolífera africana se destinam ao mercado interno; todo o restante é exportado.

A segunda atividade econômica mais importante da África é a agricultura, praticada de três formas: agricultura de subsistência, agricultura permanente e plantation. Dentre os produtos agrícolas, o continente exporta principalmente o café, cacau, borracha, cana-de-açúcar, algodão, amendoim e azeite-de-dendê. Todos eles têm apresentado expressiva queda de preços no mercado internacional, comprometendo ainda mais a economia continental.

Conforme Lucci (2002) sobre a agricultura na África:

Em prol dos cultivos de exportação, que em função da queda de preços precisam ser vendidos em maior quantidade, a agricultura de subsistência está sendo praticada em áreas periféricas e menos produtivas. Esse processo fez com que desde 1980 a África deixasse de ser exportadora para se transformar em importadora de alimentos. Hoje o continente possui o setor agrícola menos produtivo do planeta.


A pecuária é pouco praticada nas áreas equatoriais e tropicais; porém, na porção norte do continente, Egito, Líbia, Argélia, Marrocos e Tunísia são centros que se dedicam à criação de camelos, ovinos e caprinos, animais pouco exigentes quanto ao consumo de água.

Quanto à industrialização, a da África é a de menor nível do mundo, porém, no norte e no sul do continente existem algumas indústrias desenvolvidas, como a petrolífera, a têxtil, a alimentícia e a siderúrgica, no Egito; de óleos vegetais e máquinas agrícolas, na Argélia; de energia e alimentícia, no Zimbábue; química, metalúrgica, siderúrgica, têxtil, de papel, de máquinas industriais e equipamentos de transporte, na África do Sul. Este último país, sozinho, é responsável por quase 50% da produção industrial africana.
O turismo é uma das atividades terciárias que mais crescem no continente. O país africano que mais se destaca como pólo turístico é a África do Sul, onde as extensas paisagens, ricas em exemplares da fauna e da vegetação, atraem milhares de visitantes interessados nos safáris.No norte do continente, a riqueza histórica de regiões do Marrocos e do Egito continua atraindo milhões de turistas todos os anos.


7 POPULAÇÃO

A África talvez seja o mais diversificado de todos os continentes, com cerca de três mil grupos étnicos e mais de mil línguas diferentes. No continente, ao lado dos negros, que são maioria, existem árabes, berberes, asiáticos e europeus.

O continente africano pode ser dividido basicamente em duas porções: a África Branca e a África Negra ou Subsaariana. A primeira, situada ao norte do deserto do Saara, os habitantes não são negros, como os egípcios, berberes, árabes e europeus. Já o segundo grupo, está localizado ao sul do Saara e é habitada por numerosos povos negros, entre os quais se destacam os bantos, sudaneses, pigmeus, bosquímanos e hotentotes.

As cidades africanas com mais de um milhão de habitantes são Cairo, Alexandria e Gizé, no Egito; Argel, na Argélia; Casablanca, no Marrocos; Lagos e Ibadan, na Nigéria; Dacar, no Senegal; Abidjan, na Costa do Marfim; Nairóbi, no Quênia; Adis-Abeba, na Etiópia; Kinshasa, no Congo; Johannesburgo e Cidade do Cabo, na África do Sul.


8 POBREZA

Alguns índices ajudam a entender como é e está o continente mais pobre do planeta. Neste início de terceiro milênio, 40% da população africana não sabem ler nem escrever; os índices de desemprego são alarmantes; a fome e a desnutrição fazem da taxa de mortalidade africana a mais alta do mundo; e a deterioração da saúde alcança níveis assustadores: 71% dos HIV positivos do mundo vivem hoje na África. De cada três pessoas infectadas pelo vírus HIV no planeta, duas vivem na África. A África Subsaariana é a região do mundo mais atingida pela Aids, com cerca de 25 milhões de infectados.

A África tem o menor número de médicos per capita e a menor expectativa de vida do planeta. A taxa de mortalidade infantil é muito alta, chegando em média a 83 mortes a cada mil nascimentos. As rivalidades tribais, políticas e nacionais se entrecruzam para criar um cenário explosivo, responsável por inúmeras mortes no continente. Mais de 25% dos africanos vivem em situação de miséria absoluta. A África possui as regiões com os mais altos níveis de concentração de renda.


9 CONCLUSÃO

Pobreza, guerras civis, aids e, mais do que tudo, exclusão social, tecnológica e econômica no mundo globalizado marcam a atual situação do continente africano. O relatório de IDH da ONU está provando isto. Quais seriam os motivos que levaram a África a essa situação de miséria e desalento?

Um continente rico em petróleo e diamantes, mas paupérrimo e que não consegue enriquecer e andar com as próprias pernas. Sabe-se que tudo começou com a colonização dos europeus e culminou com a queda do regime socialista soviético, quando muitas nações africanas ficaram expostas à independência e ao capitalismo selvagem do mercado internacional.

A verdade é que a África não desperta interesse nos países ricos nem como consumidores de seus produtos, devido à extrema pobreza da grande maioria de sua população, nem como opção para seus investimentos, devido à conturbada situação política da maior parte dos países africanos. Mesmo assim, será que os países ricos teriam interesse em que o continente crescesse economicamente?


REFERÊNCIAS

MOREIRA, Igor. Construindo o Espaço Mundial. 2ª ed. São Paulo: Editora Ática, 2005.

LUCCI, Elian Alabi. Homem & Espaço. 16ª ed. São Paulo: Editora Saraiva, 2002.

sábado, 13 de março de 2010

A geografia do conhecimento: Mapas Conceituais

Confira mais uma atividade sugerida por Flávia Aidar, coordenadora pedagógica do Yahoo! Busca Educação. Utilizando mapas conceituais, você pode tornar o aprendizado com tecnologia educacional muito mais interessante. Na primeira parte, entenda o que são mapas conceituais.


Você sabe o que são e para que servem os mapas conceituais?
Mapas Conceituais são representações gráficas semelhantes a diagramas, que indicam relações entre conceitos ligados por palavras. Baseiam-se na idéia de que ao relacionar graficamente palavras, links e informações que fazem parte de um determinado tema, o sujeito passa a compreender e aprender, de maneira significativa, o conteúdo proposto.

Representam uma estrutura que vai desde os conceitos mais abrangentes até os menos inclusivos. São utilizados para auxiliar a ordenação e a seqüenciação hierarquizada dos conteúdos de ensino, de forma a oferecer estímulos adequados ao aluno.
Esta abordagem dos mapas conceituais está embasada em uma teoria construtivista, entendendo que o indivíduo constrói seu conhecimento e significados a partir da sua predisposição para realizar esta construção. Servem como instrumentos para facilitar o aprendizado do conteúdo sistematizado em conteúdo significativo para o aprendiz.
Mapas Conceituais podem ser usados como um instrumento que se aplica a diversas áreas do ensino e da aprendizagem escolar, como planejamentos de currículo, sistemas e pesquisas em educação.
Em tempos de internet, como transformar informação em conhecimento?
A proposta de trabalho dos Mapas Conceituais está baseada na idéia fundamental da Psicologia Cognitiva de Ausubel que estabelece que a aprendizagem ocorre por assimilação de novos conceitos e proposições na estrutura cognitiva do aluno.
Novas idéias e informações são aprendidas, na medida em que existem pontos de ancoragem. Aprendizagem implica em modificações na estrutura cognitiva e não apenas em acréscimos. Como uma ferramenta de aprendizagem, o mapa conceitual é útil para o estudante, por exemplo, para:

* Fazer anotações
* Resolver problemas
* Planejar o estudo e/ou a redação de grandes relatórios
* Preparar-se/estudar para avaliações
* Identificar e estabelecer nexos de sentido entre os tópicos selecionados para o desenvolvimento dos temas propostos
* Fazer apresentações orais e seminários sobre temas e disciplinas
Como usar o computador para a construção colaborativa de mapas conceituais?
Na prática, os mapas conceituais podem ser utilizados por estudantes do ensino fundamental, médio ou superior e, também, de e-learning. O professor pode dividir a turma em grupos, propor um tema a ser estudado e pedir que construam um mapa que sintetize o percurso cognitivo que fizeram elegendo palavras e links. A partir dessa primeira matriz, os alunos vão refazendo, ampliando, reelaborando o mapa com novas informações adquiridas, opiniões de colegas e observações do professor.
Em cooperação entre EUA [Flórida] e Brasil [RS], investiga-se o impacto de uma ferramenta apoiada em computador e redes capaz de dar suporte para a construção colaborativa de mapas conceituais, desenvolvida pelo Institute for Human and Machine Cognition da UWF-Universidade de West Florida.
Mediante acordo de cooperação com a UWF, a ferramenta (servidor e cliente) foi cedida para uso no PGIE/UFRGS. Trata-se do IHMC Concept Map Software que permite aos usuários construir, navegar, compartilhar e criticar modelos de conhecimento representados como mapas conceituais.
Esta ferramenta está sendo usada pelos alunos da disciplina EDU3375- Computador na Educação e da disciplina Teledução no Pós-Graduação Informática na Educação.

sexta-feira, 12 de março de 2010

AVATAR - O Filme






Filme concentra-se num conflito épico em Pandora, uma das luas de Polifemo, um dos três gigantes gasosos fictícios orbitando Alpha Centauri. Em Pandora, os colonizadores humanos e os nativos humanoides, os Na'vi, entram em guerra pelos recursos do planeta e a continuação da existência da espécie nativa. O título do filme refere-se aos corpos humano-Na'vo geneticamente modificados e remotamente controlados usados pelos personagens humanos do filme para interagir com os nativos.

http://pt.wikipedia.org/wiki/Avatar_%28filme%29



Após a discussão dos textos em sala de aula e a leitura da sinopse do trailer do Filme Avatar e demais videos. Produza uma história, com herói que defenda o meio ambiente e o nosso planeta.

SALVE O PLANETA

VEJA O VÍDEO E REFLITA SOBRE O FUTURO DO NOSSO PLANETA.

Cuide da Terra! Ainda dá tempo!

domingo, 7 de março de 2010

Nossa reciclagem é um lixo, mas há soluções

A coleta seletiva de São Paulo está estagnada: representa apenas 1% das
15 000 toneladas de resíduos que a prefeitura recolhe diariamente. Especialistas indicam como mudar esse cenário
Daniel Nunes Gonçalves
Revista Veja São Paulo – 05/08/2009
Reduzir, reutilizar e reciclar. É raro quem nunca tenha ouvido a recomendação para usar o princípio dos "três erres" na hora de consumir e dar um destino ao lixo que produz. A popularização da palavra sustentabilidade fez crescer a consciência ambiental e tem estimulado os paulistanos a fazer sua parte. Donas de casa vão aos mercados carregando sacolas de pano para não precisar gastar sacos plásticos, profissionais pensam duas vezes antes de imprimir seus e-mails, e nas escolas as crianças aprendem a separar papéis, latas e plásticos naqueles simpáticos cestinhos coloridos. A boa vontade da população, porém, não é suficiente para resolver um dos maiores problemas de metrópoles como São Paulo: o destino de seus resíduos. Apenas 1% das 15 000 toneladas de lixo produzidas diariamente na cidade passa pela coleta seletiva da prefeitura. Se levássemos em conta somente os detritos domiciliares que podem ser reaproveitados, esse número subiria para 7%. Muito pouco.



Os setenta caminhões de coleta seletiva da administração municipal atendem cerca de 20% dos moradores da capital. Muitos paulistanos tomam o cuidado de separar metais, vidros, plásticos e papéis naqueles cestos coloridos. Perda de tempo, já que esses materiais são jogados no mesmo caminhão e divididos só depois, em centros de triagem. Portanto, basta separar o lixo em dois sacos: um para rejeitos comuns, que vão parar em algum dos três aterros sanitários usados pelo município; e outro para recicláveis. Vale, claro, dar ao menos uma enxaguada para que restos de alimento não atraiam insetos.

Os caminhões de lixo reciclável da prefeitura, que carregam 140 toneladas diárias, passam em dias diferentes dos veículos de coleta comum. Duas concessionárias, Loga e Ecourbis, são responsáveis por 60% do serviço. O restante fica por conta de caminhões-gaiola de quinze cooperativas de catadores cadastradas pela administração municipal. Com 964 associados, elas são responsáveis também pela triagem de tudo o que é recolhido. Os 8,8 milhões de paulistanos que moram fora da rota desses veículos têm, caso queiram reciclar, de contatar cooperativas independentes ou se dar ao trabalho de levar, no porta-malas do carro, seus dejetos a pontos de entrega voluntária espalhados por empresas privadas, como os sessenta supermercados da rede Pão de Açúcar e os treze da Wal-Mart.

Quando comparado com os sistemas de coleta seletiva de capitais como Curitiba e Porto Alegre, que existem há duas décadas e atendem 100% da população, o atual programa paulistano, vigente desde 2003, é vergonhoso. "Acho lastimável que a metrópole que mais produz lixo na América do Sul não tenha políticas públicas de administração de resíduos sólidos compatíveis com o século XXI", afirma Elisabeth Grimberg, coordenadora de ambiente urbano do Instituto Pólis, ONG que atua na área. "É inadmissível que apenas 1,5% dos 760 milhões de reais do orçamento anual da Secretaria de Serviços para o lixo seja destinado à coleta seletiva." Segundo Elisabeth, 30% de tudo o que é rejeitado poderia ser reciclado, o que representaria uma economia anual de mais de 9 milhões de reais.

sábado, 6 de março de 2010

Inscrições abertas para a maior olimpíada de Geografia do Brasil

Prezado Educador,

Estão abertas as inscrições para a terceira edição do Viagem do Conhecimento - Desafio National Geographic 2010, a maior olimpíada de Geografia do Brasil. Esta iniciativa da Editora Abril e da revista National Geographic Brasil tem o Apoio Institucional da Abril Educação - editoras Ática e Scipione.

Podem participar alunos de todo o Brasil regularmente matriculados no oitavo e nono anos do Ensino Fundamental (antigas sétima e oitava série) e na primeira série do Ensino Médio em escolas públicas ou particulares, EJAs e Sistema S.

Inscrições

As inscrições para o Desafio National Geographic 2010 são GRATUITAS e podem ser feitas somente no www.viagemdoconhecimento.com.br. Apenas educadores são autorizados a inscrever a instituição de ensino onde trabalham até 1º de junho. Estudantes não podem se inscrever individualmente.

A primeira prova está marcada para 9 de junho de 2010! E acompanhe o diário de bordo desta viagem: participe das nossas comunidades no Orkut e Facebook e siga-nos no Twitter!

Prêmios

Os 20 alunos com o melhor desempenho após as fases Local e Regional serão convidados a realizar a fase Final de 14 a 17 de outubro de 2010. Para isso, ganharão uma viagem com todas as despesas pagas para São Paulo-SP ou outra cidade divulgada posteriormente, acompanhados de um pai ou responsável e também do seu professor de geografia.

Mais informações, acesse www.viagemdoconhecimento.com.br. Esperamos sua visita!

Viajar é conhecer. E conhecer é viajar.

Forte abraço,
Equipe Viagem do Conhecimento

JOGO DO MEIO AMBIENTE

Para jogar o jogo, descubra o que está errado com cada imagem e clique sobre o erro com o mouse.

Após consertar cada erro, leia o texto abaixo da figura para aprender mais sobre o problema e a sua solução.

Aprenda a proteger o meio ambiente brincando!

Acesse o site: http://www.cnpsa.embrapa.br/jogos/jogos-h.html